quinta-feira, 28 de junho de 2018

água parada cria limo
cristalino quero ser
se já não sou 
imagino
e corro no pensar
e no pesar
e o fixo pesa
pesa tanto que desprende
eu acho que ninguém entende
mas não posso deixar de falar 

a mente vagueia no passado
quase dado
tropeçado
e no futuro
as vezes afundado
por vez brilhante
e o presente
estático
parado
que cria limo
mas brota vida
e na chuva transborda

e o tempo corre
o tempo é rio?
ta mais pra mar
que muda 
que troca
inunda 
e destrói
com beleza
corrói 
até o mais forte dos metais 

e pra onde vou tem cais? 
tem cais pra quem cai 
na ilusão do estável
pra onde eu vou
e pelo que sou
não tem cais 
mas tem caos 
milimetricamente ordenado
remendado
que machuca quando observado
mas transformador
que transforma minha dor
em novos passos 
pra que em frente eu possa  ir.



Nenhum comentário:

Postar um comentário