quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Deixei pra trás as bagagens


Acho que vou deixar pra lá
Todas as coisas que um dia eu quis levar

Aqueles sóis
Aquele mar
Todos os pores
os amores
as dores
Vou deixar pra lá

Todo o sorriso
e o choro
sendo que assim
eu posso enfim recomeçar 
a me amar
mais
pra mais
de mim.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Em dias de ressaca de amor, posso ver tudo claramente.


A euforia passa
E me dou conta
De que as coisas foram ilusórias
De que nunca me deste esperanças

Mas não pense que eu parti
Por te amar menos

Quem deixa ir tem pra sempre?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O universo te força a ser feliz sozinho as vezes.


Saindo correndo
Em meio a florestas desconhecidas
conhecidas por alguém
que não por mim
conhecidas por alguém 
Que ao meu lado não quis caminhar

O vento que bate nos meus cabelos
é sinônimo de liberdade
E dessa sensação quero jamais esquecer
Pra mais tarde poder continuar
correr
Por florestas já conhecidas
Desbravadas por mim
Sozinho
Porque aquele [des]conhecido
comigo não quis caminhar

A necessidade do retorno.

E então você se acorda deslocado
Se sentindo menos amado que o dia anterior
A vontade de renovação
Não acompanha a vontade do tempo

Isso não indica sofrimento
Só uma dose maior de pensamentos
Para se firmar sem surtar de um jeito histérico 

Acho que eu estava tentando alcançar meus objetivos
Andando pelo caminho errado
Mesmo que no final todas as linhas se cruzem
Acho que escolhi por provações maiores
Pra provar não sei oquê
Pra não sei  quem

[acontece que sou humano]

Um erro aceitável

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Recriando cenários antigos, renovar-se é arte universal.

 
Foi tudo implícito
O sentimento é utópico
O tempo foi nostálgico
E o destino: generoso
 
Uma linha tênue de pensamentos me distrai
Um que leva a outro
Formando uma teia que começa a se embaralhar
 
A vida não será mais a mesma
A transformação se aproxima
A vida não é luta
É dança
 
Sincrônica e natural
 
Entre o meu bem e o meu mal
Eu fico na linha tênue
Fico na dança
Com sentimentos utópicos
Com intemporalidade nostálgica 
Dando forma a tal mágica
De nascer
RE- nascer
E se adaptar
 


Encalço

 
Num estado infinito e controverso
Tentei colocar em meus versos
Coisas que mais tarde me fizessem sorrir
 
Não breve seja tarde
Continuo com a parte
Que pesquei de ti
 
Quisera prender aquilo que não era real
Pra nenhum dos todos [nós]
 
Desenrola
&
Enrola
O nó mental.
 
Parece banal
 
...Acho que de fato é...
Me enrolei


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Epílogos e finais

 
Imune as tuas idas e vindas
Se hoje me ama
Amanhã me odeia
 
Me ama e me odeia
Simplesmente por eu existir
Novamente vivemos entre os extremos
Parece que jamais conseguimos encontrar um meio termo
Parece que nunca conseguimos manter uma distância confortável
 
...
 
[prólogo]:
    - Te amo
    -Eu também
 
Ambos se acolhem nos braços e abraços um do outro...
 
[final aparente]:
    -Oi
    -Oi
 
Ambos se abraçam e não sentem os braços calorosos um do outro...
 
...
 
Talvez semana que vem a história  seja outra
 
 



Ato des(necessário?)

 
Tudo muito casual
corpóreo
 
...usual...
 
História engraçada
Entre dois corpos
Que viveram no oposto da atração
 
Mito ou verdade
Deixei a ideia
De que os opostos se atraem
Guardada num canto lá no fundo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Já estava escrito

 
Parece que de alguma forma
Tudo tem seu roteiro
Com seus momentos derradeiros
De puro romantismo
 
 
Mas como num impasse
Todos os roteiros chegam ao seus finais
 
{Amor}
 
Como novela programada
Que não  se prorroga por mais de 3 meses
1 mês e meio de puro amor
1 mês e meio de mórbida dor
 
É assim
 
Acho que gostaria de viver às margens de vida
Quisera eu então ser marginal
 


terça-feira, 8 de outubro de 2013

9 dias


E parece que todos os finais
Se cruzam 
E se parecem

...Todos os amores desaparecem...

(9 dias)

O fato consumou-se com um abraço
Meio apertado
Meio sem querer largar

Mas me desprendi

Depois de 9 dias
Continuo vivo

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Milagrosamente falando...

 
Ô minha Santa
Me ajuda a superar esses traumas...

Desisti da imagem do "SOU FELIZ"

 
A vida é bela
É eu sei
Eu sei que ela é digna de ser vivida
Que viver por si só já é um milagre
 
Mas acontece que sou triste
 
 
E tal ideia exprime todo o meu ser`
É patético
Porém real.

Autobiografico demais.

Uma lágrima escorre pelas maçãs lisas do rosto dele.
Dois dias! Dois dias e parece que eles conheciam um ao outro como (des)conhecem a si mesmos.  O outro passa o polegar esquerdo em cima da lágrima. Quer aniquilá-la.
Mas logo em seguida vem outra e outra e então as pontas de seus dedos estão todas também encharcadas, e as lágrimas não páram de rolar abaixo e pingar na clavícula, no peitoral magro pouco sedutor. Ele força as pálpebras umas contra as outras, na tentativa de manter-se acordado. O outro fala em tom de sussuro tudo aquilo que ele já sabe, mas não tem resposta para. Eles precisavam exatamente um do outro, daquele exato jeito em que se encontravam, naquelas exatas formas que criaram juntos. Ele achou tudo tão mágico e humano ao mesmo tempo, que nem essa clara contradição pôde extinguir o que aconteceu. Não pôde eliminá-la. Um e outro sorriso preenche a sala.
"Posso deitar no seu colo?" O outro  passa a mão por entre os cabelos cacheados e observa a parede branca para a qual estrategicamente aponta o sofá de dois lugares. Ontem, hoje e amanhã; Agora e outros tempos se misturam, convivem juntos em histórias narradas, em momentos de se perder no passado, de projetar futuros que os satisfaz.

Uma bolha utópica os rodeava. Uma história que não poderia ser nada além do que foi. Se permanecer, não será mais a mesma, se explodir, frágil composição que tem, deixa aquele gosto de quero mais. Até onde poderia ser mais? Ele dorme, enquanto o outro  olha pela janela, deita-se ao lado, bebe um café. O outro transita, está aqui e ali. Mais ali, agora. "Eu não queria que fosse assim, sabe?". Volta pra cá. Trocam olhares de cumplicidade. Ele esfrega os olhos com uma mão, afugentando os sonhos que se misturavam com a sala-de-estar. Deixa pingar o que pertence à sua imaginação. A outra mão não parou o ir e vir carinhoso, desesperado para acalentar, menos eficaz do que ambos gostariam.
Se abraçam quando no ponto de ônibus. Trocam sinceros "Você é lindo" e "Não perca isso nunca!". Agradecem, como se não fosse para ser assim sempre. Como se as relações não devessem ser ricas, completas, sensíveis, íntegras assim.
Nunca mais.

Doeu menos.

 
Tornei livre
Aquilo que eu quisera prender
 
E a liberdade
Me pareceu melhor
Que o abandono

A espera de algo.


Eu continuo esperando
Não sei ao certo pelo o quê 
Mas estou esperando...
Esperando um amor talvez
Esperando um reconhecimento
Pelo o quê?
Não sei

Na minha atual posição 
Nada do que fiz me parece digna de tal {re}conhecimento
Ainda estou é procurando um lugar pra me situar nessa grande teia de relações
E que relações!!!

Achei que ia morrer antes de chegar à praia
Não morri
Tanto que continuo aqui

        [...esperando
                                                                             
                                                                   só não se sabe ao certo pelo o quê...]

Na minha cabeça nada parece novo
Nem velho
nem nada

E é aí que tudo se contradiz
O nada é vazio
Mas o vazio não é o 'nada'
O vazio seria iluminação
Chego então
à conclusão

De que seria eu
Uma contradição?

~ Mórbido ~
É assim que me sinto

~ Morto ~
É assim que me vejo

Mas não
Eu não morri

Mas eu continuo aqui
{esperando}
Não sei ao certo pelo o quê...

...Talvez eu saiba...

Casos e acasos de uma vida privada.


Pronto!
Me levantei
Acendi um cigarro
Beberiquei um pouco de cafeína
Acho que já posso começar os "trabalhos"

Logo vejo que mudei
O meu foco mudou
O antigo andava desfocado demais...

Acho que aprendi a ser prático
Hoje escolho cortar as coisas que só "vem"
mas que não me "trás" nada.

Desapego que não passa de utopia
Vivo aqui à minha própria regalia 
Até que a alegria
Possa voltar então.

E eu fico no aguardo
Da tal felicidade encomendada
que anda demorando...

[Acho que os correios estão de greve]

domingo, 6 de outubro de 2013

Acorda amor.


É que a gente imagina a vida
Complicada demais

A gente complica o simples
E acha o simples complicado
Mas tudo é um problema
Mal formulado

E se foi acaso
Por acaso eu não creio
Eu só tenho receio
Por você que vive assim
Sendo feliz sem ser
Sorrindo sem querer



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Se o tempo é arte, vamos ser artistas!!!


Defina nostalgia
Se não agonia
de viver no passado
E não poder estar lá...

O Sol bate na janela
lá fora...
Quem somos nós?

Talvez nenhum sentimento
Seja estranho
Não mais...

Mas a princípio estamos desacostumados
E ainda sim desajeitados

[delírios]

Momentos corriqueiros
Tornam-se atípicos
É normal se sentir assim?

["normalidade"]

O tempo já deixou de ser virtude
Tempo é arte
T (E)=A

A vida do lado de fora vai bem.


Dia calmo
Temperatura agradável
Pensamentos aceitáveis

(porém)

Coração inquieto.

Expectativa ou certeza? Não sei...


Já na madrugada
Deito em minha cama
Acendo um cigarro
Penso em suas palavras:
"Jamais deixaremos de gostar um do outro porque nos amamos"
O sono vem
Durmo com a certeza que lhe verei amanhã

Meu coração se sente aquecido.

Tua integração na minha vida...


Nossas intenções 
não passam de ações
pra tentar afastar todo o mal

We are the sun
We are the moon

...

Nós somos tudo
E não possuimos nada
Nem precisamos
A gente vive
No lugar de existir

A gente não questiona muito a vida
Embora eu questione um pouco
Não vejo a mesma preocupação nos seus olhos
Isso é bom

Não gostaria nunca de ver teus olhos injetados de preocupação.
A gente é união
de coração

E ficamos feliz por isso

[eu fico]

Acho que as vezes eu falo por você...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Refleti na madrugada...

 
 
Acho que tentei ser bom pra todo mundo
Mas acabei ficando em falta comigo mesmo
Sendo assim
Eu me levanto dessa cama
Me debruço sobre a sacada
Acendo mais um cigarro
E encaro uma cidade exageradamente iluminada...
 
Parece que todos sofrem de insônia
Ou é só falta de amor
O amanhecer que se aproxima é leve
Infelizmente é breve
 
[Os dias não são feitos pra mim]
 
De todo jeito
Resolvo me recolher junto com a noite que se vai
Pra dar espaço pro Sol brilhar
 
Deito e descanso
E mergulho num sono sem sonhos.