o ar parado que antecede mudanças
aquela velha ordem que se esconde por detrás do caos
quando o copo estiver cheio demais que transborda e faz sujeira
esvazie-o
nunca daremos conta de saber de tudo
nem tampouco podemos nos manter na ignorância para não saber nada
me desconheço sempre
pra mergulhar de novo e conhecer
muda-se o rio
quem mergulha
e a paisagem ao retornar à superfície
mesmo permanecendo oculto
tem algo familiar nessas névoas
e a bruma de cada um
a cada um pertence
cada qual com seu caos
com seu mistério
e seus (des) entedimentos